Entenda a real finalidade dos Apoios de Cabeça

Apoio de cabeça: ele é de grande importância

A colisão na traseira é o tipo de acidente que mais ocorre, tanto nas cidades quanto nas estradas. Nesse caso, motorista e passageiros do automóvel que recebe o choque podem sofrer as conseqüências do chamado “efeito chicote”, que vão desde pequenas dores no pescoço até uma lesão fatal.



Os “apoios de cabeça” foram desenvolvidos e projetados para evitar esse fenômeno. A Resolução 44/98 do Conselho Nacional do Trânsito tornou obrigatório esse tipo de equipamento nos bancos dianteiros de todos os veículos automotores produzidos no Brasil a partir de janeiro de 1999, e no banco traseiro de todo carro projetado a partir dessa mesma data. Na época, essa legislação causou uma certa confusão porque muitos motoristas achavam que esse equipamento era também obrigatório nas laterais do banco de trás do carro. Mas, na verdade, isso era válido somente para os novos projetos. Como exemplos, podemos citar o Chevrolet “Celta” que, por ser projetado depois daquela data, traz dois apoios atrás.



Posição



Para que a pessoa possa estar protegida contra o “efeito chicote” é importante que o “apoio de cabeça” esteja ajustado na posição correta. Há alguns anos, a maioria dos especialistas dizia que o tipo do “apoio” deveria ficar na altura do nível dos olhos do ocupante do assento. Os especialistas europeus em segurança veicular atualmente consideram esse critério superado. Segundo eles, o “apoio de cabeça” se encontra numa posição mais eficiente quando a sua borda superior atinge o topo da cabeça (vide ilustração). Também é importante a distância horizontal entre a nuca e o “apoio de cabeça”, que deve ser a mais reduzida possível, de preferência inferior a 40 mm. Quanto mais se aumenta essa distância, mais crescem os riscos. Na prática, porém, essa recomendação torna-se apenas uma teoria: menos de 20% dos modelos em produção atualmente no mundo permite, realmente, regular o “apoio de cabeça” de maneira a respeitar esses preceitos, principalmente quando o ocupante do banco possui estatura elevada.



Alguns motoristas, preocupados com a segurança, acabam tentando adaptar “apoios de cabeça” no banco traseiro. Mas essa prática não é aconselhável, pois os bancos possuem uma estrutura própria para a instalação do “apoio de cabeça”, sendo submetidos a diversos tipos de testes de impacto. Os modelos que oferecem os “apoios de cabeça” como opcional saem da fábrica com eles e não são adaptados nas concessionárias, embora a troca de bancos seja possível.



Fases



O “efeito chicote” pode ser dividido em 3 fases: a) hiperextensão: o corpo é jogado para a frente e a cabeça para trás, provocando várias lesões na estrutura do pescoço; b) hiperflexão: o corpo é jogado para trás e a cabeça para frente, destruindo outras estruturas importantes do pescoço e c) “acomodação”: a cabeça volta para trás por inércia. Como conseqüências menores a pessoa sente dores crônicas nos pescoço, dores de cabeça (enxaquecas constantes), labirintite, in-sônia etc. Nos casos mais graves, o “efeito chicote” pode provocar sérios danos à medula.