Os diferentes tipos de câmbio do mercado.

Se você disse que existem dois tipos de transmissão, automática e manual, saiba que está redondamente enganado. Saiba que existem quatro tipos de câmbios: manual, automático, automatizado e CVT, cada um com uma tecnologia própria.

E nada melhor do que conhecer esses tipos antes de decidir qual carro é melhor para você e não levar “gato por lebre”. Lembrando que não podemos dizer bom e ruim nesse caso, pois tudo depende daquilo que o consumidor deseja e espera de um automóvel.

Conheça esses tipos e veja como funciona cada um,

- Manual: o modelo mais comum no Brasil, essa transmissão funciona travando e destravando diferentes engrenagens de tamanhos diversos para conseguir diferentes velocidades. Para encaixar o conjunto de engrenagens, a transmissão manual precisa de uma embreagem que se ocupa dessa função. A embreagem é acionada por um pedal pelo próprio motorista.

- Automático: esse modelo funciona com um conjunto de engrenagens “planetárias”, que é um jogo igual ao das engrenagens utilizadas na manual, mas concentrado em uma única peça. No lugar da embreagem, essa transmissão conta com um item chamado conversor de torque que reage ao pedal de acelerador, fazendo o encaixe das engrenagens e a troca de marchas.

Dentro do câmbio automático existe a variação “automático sequencial”. Essa opção permite que o motorista troque manualmente as marchas de forma sequencial através de uma alavanca ou de borboletas no volante. Mesmo com essa configuração, o câmbio não é manual justamente pela ausência de embreagem, é uma tecnologia diferente.

- Automatizado: virou febre no país, sobretudo em carros mais baratos. Cada montadora deu um nome para isso: Dualogic, Easytronic, I-Motion… Mas todos são câmbios automatizados. Ao contrário do que muitos pensam, essa transmissão seguem a dinâmica do câmbio manual e não do automático, mas contam com a ajuda de uma embreagem automática e de uma centralina, peça que auxilia no engate das marchas. Na prática, ele se parece muito com o automático sequencial, mas com custo e manutenção muito mais baixos, por ser uma tecnologia herdada do câmbio manual.

O grande problema dessa transmissão é a demora nas respostas, tornando o “tranco” inevitável a cada troca de marchas. Pra isso foi desenvolvido a “embreagem dupla”. Como muitos itens de rua, a dupla embreagem foi herdada das pistas. Funciona, grosseiramente, assim: quando a primeira marcha está engatada e o carro anda, a segunda marcha já fica pronta na outra embreagem. Dessa forma, as trocas podem ser muito mais velozes e os “trancos” são consideravelmente reduzidos.

- CVT: o mais moderno e caro dentre os modelos. Disponível apenas em importados como o Renault Fluence e o Audi A4. CVT é uma sigla em inglês para “transmissão variável contínua”. Como o nome sugere, essa transmissão varia continuamente nas relações de marcha, dando a sensação de apenas uma marcha infinita. Diferentemente de todas as outras transmissões, esse câmbio não possui nenhuma engrenagem, apenas duas polias de diâmetro variável unidas por uma corrente. Dessa forma, não existe “encaixe” e “desencaixe”, por isso pode-se acelerar continuamente e sem trancos, dando a impressão de que o carro jamais troca de marcha.

Lembre-se que não podemos dizer qual é a melhor opção para um automóvel, pois isso depende do que o consumidor e a montadora planejam. Por isso fique de olho e faça um test drive com cada um deles pra conhecer melhor as diferenças.